Participação indígena (sob a ditadura militar)

A expansão do território sob o regime militar trouxe a figura do “índio” para confrontar as aspirações da nação. Uma sucessão de desrespeitos e violações só revelados recentemente com a divulgação do Relatório Figueiredo. Esses povos começam a se organizar para além de suas aldeias. A partir da iniciativa de parceiros e movimentos por direitos, essas pessoas, de tantas etnias diferentes, podem se encontrar e percebem os problemas comuns que enfrentam. Traçam, então, novas estratégias e usam a tecnologia dos “brancos” para se comunicar entre si e com os não indígenas. De uma forma orgânica, natural, independente de segmentos políticos ou religiosos, o movimento indígena vai se firmando e se fazendo enxergar e escutar, com os pés firmes na cultura e na tradição. São os discursos vigorosos, os cantos coletivos, as danças ritmadas de Xavantes, Kayapós, de povos do Xingu e do Nordeste que demonstram sua indignação com o estado das coisas e mobilizam energias e aliados para a luta.


Ano de início: 1960
Ano de fim: 1969
Documento: POLÍTICAS ANTES DA POLÍTICA DE SAÚDE INDÍGENA [online]. PONTES, A. L. M., MACHADO, F. R. S., and SANTOS, R. V., eds. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2021, 408 p. Saúde dos povos indígenas collection. ISBN: 978-65-5708-122-8. Disponível em: https://doi.org/10.7476/9786557081228