A criação da Sucam em 1970, resultou da fusão do DNERu, da Campanha de Erradicação da Malária e da Campanha de Erradicação da Varíola. A Sucam seria, em grande medida, uma combinação do modelo do DNERu com o sucesso da campanha da varíola e o retorno a políticas de controle da malária. Por meio do Programa Nacional do Desenvolvimento (PND), o governo militar esteve à frente de programas ambiciosos, como o Programa de Integração Nacional, que tinha por finalidade ocupar as fronteiras da Amazônia que, naquele tempo, eram consideradas literalmente desabitadas. Os anos de construção da Transamazônica e dos projetos de desenvolvimento do regime militar aumentaram a visibilidade dos indígenas, como obstáculos, e por suas tragédias, como os inúmeros surtos de malária e sarampo entre diversos grupos. Esse plano começaria a mudar nos anos 1980, já num contexto de crítica aos modelos verticais de atenção à saúde, de crise dos projetos de desenvolvimento do regime militar, da instabilidade da Funai e de redemocratização do país.
Criação da Superintendência de Campanhas de Saúde Pública (Sucam)
Ano de início: 1971
Documento: SAÚDE INDÍGENA EM PERSPECTIVA: EXPLORANDO SUAS MATRIZES HISTÓRICAS E IDEOLÓGICAS. / organizado por Carla Costa Teixeira e Luiza Garnelo— Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2014, 262 p. : il. ; tab. (Coleção Saúde dos Povos Indígenas) ISBN: 978-85—7541—449—1. Disponível em: https://books.scielo.org/id/4q4z4