Parceria entre o DNERu e o SPI para assistência indígena

Foi o médico João Leão da Motta, chefe da circunscrição do DNERu na região da futura capital do Brasil, que apresentou, em 10 de maio de 1957, uma proposta de convênio entre o SPI e o DNERu. Nele ficava estabelecido que a assistência médica da população indígena sob a tutela do SPI seria prestada pelo DNERu. Os princípios básicos que orientariam a atenção à saúde dos indígenas pelo departamento seriam: ações de controle e assistência às endemias para as quais o DNERu já possuía postos instalados; a assistência e o combate à lepra, às doenças venéreas e à tuberculose, que não eram caracterizadas como endemias rurais e estavam sob responsabilidade de outros serviços nacionais; assistência clínica não especializada, assistência hospitalar e domiciliar; assistência médica-sanitária em caso de epidemias; vacinação e distribuição de medicamentos. Além disso, o departamento seria responsável pela internação dos índios em hospitais públicos, e o SPI arcaria com as despesas nos casos de a internação ocorrer em hospitais privados e/ou necessitar de transporte e forneceria medicamentos e vacinas para a criação de uma farmácia. Pelo convênio, as equipes do DNERu deveriam atuar em conjunto com os funcionários do SPI, que seria o principal financiador do convênio.


Ano de início: 1956
Documento: SAÚDE INDÍGENA EM PERSPECTIVA: EXPLORANDO SUAS MATRIZES HISTÓRICAS E IDEOLÓGICAS. / organizado por Carla Costa Teixeira e Luiza Garnelo— Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2014, 262 p. : il. ; tab. (Coleção Saúde dos Povos Indígenas) ISBN: 978-85—7541—449—1. Disponível em: https://books.scielo.org/id/4q4z4